segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sono: uma luta

Miragem, vertigem, alucinação. Os olhos, que mal abrem para ver o mundo acontecer, se fecham em um milésimo de segundo eterno. Plumas, vento, cachecóis; sorrisos ao acaso, lágrimas de paixão, eternidade. Um surto, um curto, uma cor intensa. Olhos que se abrem, mesmo que fechados. Mais lágrimas, daquelas que escorrem pelo rosto e lembram aquela sensação de dormência e de areia no rosto. Pela metade, são olhos que já não distinguem mais as palavras à frente. Elas se misturam, se fundem, criando uma linguagem inusitada e completamente ininteligível. As pálpebras se atraem, mas os olhos precisam de força para permanecerem abertos. Mais uma piscadela. Mais uma eternidade de sonhos finitos e estranhos. Um arco-íris de tecidos se fundindo, uma ilusão de ótica me engolindo. O frio me envolvendo e a escuridão à espreita. E a consciência de que ainda há muito a ser feito. 

Um comentário:

Carlinha Freitas disse...

Lili,

não quero desanima-la não.. mas vc vai ver o que é sono quando for mãe rsrsrsrsrs

Eu já nem sei mais o que é não sentir sono kkkkk

Beijo!